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Elevador para o cadafalso

20-jan-2017 às 10:01 Pedro Almeida

When:
18 de agosto de 2017 @ 19:00
2017-08-18T19:00:00-03:00
2017-08-18T19:30:00-03:00
Where:
R. Amaro Bezerra
466 - Derby, Recife - PE
Brasil
Cost:
Free

Atelier Cinéma homenageia Jeanne Moreau

 

Cineclube da Aliança Francesa do Recife exibirá nesta sexta-feira (18/08) o filme “Ascensor para o cadafalso” (1957), de Louis Malle, que tem a atriz como protagonista

 

“O cinema existirá para sempre”, decretou Jeanne Moreau em uma entrevista no Brasil há quase uma década. A atriz, falecida em 31 de julho deste ano, acabou eternizada pelo cinema. Ela será a homenageada do Atelier Cinéma de agosto, na Aliança Francesa do Recife. Nesta sexta (18/08), a Unidade Derby exibirá “Ascensor para o Cadafalso” (Ascenseur pour l’éfachaud), de Louis Malle, que tem a grande dama da Comédie-Françaisecomo protagonista. A película de 1957 terá sessão única gratuita às 19h, seguida de debate com o público, mediado pela doutora em Comunicação pela UFPE Catarina Andrade. O convidado do mês é Alexandre Figueirôa, doutor em Estudos Cinematográficos e Audiovisuais pela Université Paris 3 e professor da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).

 

Neste primeiro longa-metragem de Louis Malle, Jeanne Moreau interpreta Florence, que ama Julien Tavernier e não seu marido, Simon Carala, homem rico e totalmente dedicado a seus negócios. Florence e Julien pensam ter elaborado o plano perfeito para matar Simon: fazem o assassinato parecer um suicídio. No entanto, Julien fica preso no elevador e o destino se impõe. O thriller noir, inspirado em Hitchcock, tem ainda a trilha sonora de Miles Davis, que improvisou sobre as sequências.

 

Em uma carreira de mais de 70 filmes, Jeanne Moreau evocava a complexidade de ser mulher, as mil maneiras de viver o feminino. Sem dar importância a grandes orçamentos, encarnou personagens emblemáticas da nouvelle vague, como a Catherine do triângulo amoroso “Jules e Jim – Uma mulher para dois” (Jules et Jim, 1962), de François Truffaut, e a esposa cansada da vida provinciana Jeanne, de “Os Amantes” (Les Amants, 1958), filme de Louis Malle. Décadas mais tarde, deu vida à sua amiga Marguerite Duras, em “Aquele Amor”, de Josée Dayan (2001), que aborda a relação da escritora francesa com o jovem Yann Andréa.

 

Considerada uma das atrizes mais plurais da França, Jeanne Moreau também deixou sua marca no Cinema Novo. Protagonizou “Joana Francesa” (1973), de Cacá Diegues, filmou no Rio de Janeiro e Maceió, conheceu a cachaça e também a música brasileira: Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento. “O que me levou a filmar com Cacá Diegues foi o Cinema Novo. Eu já tinha filmado na Nouvelle Vague, mas aquilo foi meu despertar”, disse a atriz em uma entrevista à Saraiva Conteúdo durante o Festival do Rio, em 2009.

 

SOBRE O CONVIDADO – Alexandre Figueirôa é Doutor em Estudos Cinematográficos e Audiovisuais pela Université Paris 3. É crítico e pesquisador de cinema, professor adjunto do curso de Jornalismo, do curso de Especialização em Estudos Cinematográficos e do mestrado em Indústrias Criativas da Unicap. Publicou, entre outros, os livros O Super 8 em Pernambuco (Fundarpe, 1992); Cinema Pernambucano: uma História em Ciclos (FCCR, 2000); La Vague du Cinema Novo en France, Fut-elle une Invention de la Critique? (L’Harmattan, 2000); Cinema Novo, a Onda do Jovem Cinema e sua Recepção na França (Papirus, 2004); Guel Arraes: um Inventor no Audiovisual Brasileiro (CEPE, 2008); O Documentário em Pernambuco no Século XX, com Claudio Bezerra (2016). Realizou os documentários Eternamente Ágora (1987), com George Moura; Eternamente Elza (2013), com Paulo Feitosa; e Tudo se Liga, Siga (2015), com Sérgio Dantas.

 

SOBRE A MEDIADORA – Doutora em Comunicação pela UFPE, Catarina Andrade é autora do livro As Fronteiras da Representação: imagens periféricas no cinema francês contemporâneo, e co-autora dos livros Cinema, Globalização, Transculturalidade, Filmes da África e da Diáspora. Curadora do Atelier Cinéma da Aliança Francesa/Recife. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Interpretação Cinematográfica. Atua principalmente nos temas: cinema contemporâneo, cinema intercultural, representação, performance, gênero, memória e identidade. Professora da Pós-Graduação “Narrativas Contemporâneas da Fotografia e do audiovisual” (Unicap) e do curso de Comunicação da Faculdade dos Guararapes.

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